“Notícia ruim vem a cavalo” já dizia o ditado. E foi assim que Allerya, integrante do Garra Negra logo ficou sabendo da triste situação que seu clã está passando. Encontrando seu tio Glaratis perambulando como sobrevivente, cuidou e se refugiou com ele em uma pequena aldeia, onde planejaram irem em busca de ajuda.
Allerya procurou os draconatos negros independentes oferecendo-lhes reintegração ao clã, mas houve pouco interesse que não trouxe resultados pelo alto risco de se enfrentar um dragão. Aventureiros comuns também foram consultados, mas raros são os que aceitam missões sem um pagamento adiantado, ainda mais sem garantias de algum pagamento futuro, além do tesouro do dragão.
Onde ela poderia encontrar pessoas, dispostas a salvar vidas de centenas de draconatos, arriscando suas próprias vidas a troco de bens não-materiais como gratidão? Mesmo os cavaleiros da Ordem da Luz precisam de dinheiro para se manterem. Allerya precisa encontrar heróis.
Sendo ironizado e expulso dos domínios do Sopro Verde, Glaratis se aproxima dos domínios dos Escamas Rubras. Abordado por um mensageiro numa aldeia de em Trebuck, recebeu a informação de que é esperado por Balasar na cidade de Thenallaram. Mas o líder negro não teme por sua vida, mas suspeita fortemente que o segredo de sua técnica de luta especial poderá ser o preço à pagar para salvar seu clã.
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Embora não seja originalmente um nativo da Selva Feérica, o agora Lâmina Arcana Kaliendir fez questão de manter a tradição de sua raça em ter o domínio em perfeito equilíbrio entre a Espada e a Magia. Sendo integrante te uma raça rara em Arton, manter a tradição e a cultura tornou-se extremamente importante para que sua existência não seja diluída entre as outras, desaparecendo no tempo.
A história que seus pais lhe contam é que assim que Narwain nasceu, eles tiveram de se mudar definitivamente para Arton, deixando a Selva Feérica. A escolhida da magia teria uma grande missão à cumprir em Arton para proteger a Selva Feérica, pois os planos são interligados.
Os treinos com seu amigo Bècdeliévre levaram ambos à um nível de excelência na arte tradicional eladrin que não poderia trazer outro sentimento que não seja orgulho por parte de seus pais. Viajar por rotas comerciais deixaram de ser uma grande ameaça, a técnica apurada de batalha lhe permite esta segurança.
Uma pantera-deslocadora o ameaça, um conterrâneo de seus pais, altamente perigoso para um lutador sozinho. Mas não é páreo para Kaliendir, que em dois golpes rápidos acaba com a vida desta criatura que nem mesmo conseguiu desferir um ataque. Criaturas que ao virem para cá desequilibraram o ecossistema, e o pior deles certamente eram os drows. Eram.
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Já disse um filósofo “É por fraqueza que odiamos um inimigo e pensamos em nos vingar; é por preguiça que nos acalmamos, desistindo da vingança.”. A vingança é o reconhecimento da ofensa e não se pode deixar uma reputação conquistada com tanto tempo de trabalho ser destruída tão repentinamente sem que nada seja feito. Uma alma incapaz de suportar as injúrias clama por vingança.
Mesmo sendo um assassino, Vincent Feleroth sempre se considerou um “assassino do bem”, iniciando seu caminho como um pirata roubando dos ricos, até que encontrou na morte dos outros um fim para a maldade tirânica de nobres ditadores. Tornou-se devoto de Keen, deus da guerra e da morte.
Com o tempo, sua devoção foi lhe consumindo e transformando sua personalidade, Vincent estava deixando de ser ele mesmo, se corrompendo ao poder do deus maligno. Não podia continuar com isto, tinha de parar, tinha de se redimir, tinha de voltar a ser quem era. Assim o Vento Negro foi criado.
Hades tinha tanto potencial, precisava apenas ser direcionado para o caminho certo, este foi o erro. Vincent não se perdoa por ter falhado com Hades, este foi o vetor que acabou com a guilda, trouxe o sofrimento e a morte de tanta gente. O diabólico tiefling aparece diante do humano arrependido. Ambos sem palavras com tanto a dizer. Apenas um sorriso vermelho sarcástico. Os velhos olhos esbranquiçados não veem o golpe mortal.
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A natureza é sabia e nos mostra os caminhos da vida. Com um ato tão natural como a comunhão do corpo de um homem com o de uma mulher, os espíritos se elevam a um novo patamar. O falcão, o inverno, o urso e todos os outros espíritos que sempre acompanham Def sentem e angariam novos espíritos para se unirem a este grande guerreiro e elevarem seus próprios espíritos.
Def precisa de espíritos fortes, sua comunhão com os espíritos lhe fortalece e onde a natureza está lhe guiando far-se-á necessário espíritos mais elevados, encontra-los nos locais mais inóspitos, convencê-los do caminho da ascensão, mas Def precisa elevar seu próprio espírito.
O próprio espírito de Def sente esta necessidade e o impulsiona, despertando nele o chamado da montanha, algo que não pode ser simplesmente ignorado, precisa ser atendido, aplacado, como uma fome angustiante, como uma sede insaciável, como um sono inevitável.
Este sentimento despertado já iniciou, mas crescerá onde seu instinto lhe guiará como guia os pássaros que migram antes do inverno. Os locais fragilizados precisam ser restaurados, mas os locais puros, intocados pela ação do homem devem ser preservados e respeitados, onde os maiores e mais fortes espíritos da natureza estão, esperando para se elevarem e tornarem-se poderosos para proteger estes lugares.
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Mesmo com toda curiosidade do mundo, em seu estado atual Romeck não poderia se arriscar em ir para o Inferno junto com os outros Soul of Fire, mas logo que eles entram no monumento aos mortos, instantes depois Hades e outros diabos saem de lá.
Felizmente incapazes de verem ou mesmo sentirem a presença de Romeck, que logo percebe este fato em seu descuido de se manter oculto. Assim, passa a segui-los, testemunhando a elaboração de seus planos, assim como a execução deles. Quando chegado o momento em que eles se separam, o velho anão não tem dúvidas, continua no encalço do traidor de seu grupo.
A insanidade quase toma conta de Romeck. Tanta atrocidade e sofrimento causado. Parece que Hades está apenas passando o tempo, como ele mesmo disse “terminando uma coisinhas”. O tiefling agora parece mais ansioso, em Salistick, o velho anão começa a se sentir mal pela falta da presença dos deuses, mas luta para permanecer consciente. Nos subterrâneos, Hades com um rápido golpe decapita um velho humano.
Agora sim parece que o plano diabólico terá início. Como se já imaginasse o seu plano sendo concretizado, Hades abre os braços fechando os olhos em profunda respiração. Romeck pensa em sair quando a nova alma do homem se aproxima, mostrando uma tatuagem em seu corpo morto. Vento negro.
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