quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

ESC # 22

Mufran, um dragão negro do Pântano dos Vermes está morto. A confirmação foi incontestável pois foi trazida para a capital de Salistik a cabeça do dragão. Muitos nobres e lordes estão impressionados pelo feito, ainda mais em tempos como este em que a atividade de aventureiro está em baixa.

Com a falta de crença dos nativos de Salistik, o já experiente draconato Raziel foi sagaz em levar uma prova aos líderes desta nação. O combate contra um dragão é sempre algo impressionante, o que traz muito prestígio. Mas a cabeça não seria necessária para os entendidos da fisiologia dos draconatos, Raziel ao matar Mufran deixou-se banhar pelo sangue deste dragão, que agora seu sangue está incorporado.

Assim, quando Raziel estiver próximo de draconatos negros, suas escamas exibirão uma pequena parte negra, percebida por eles como um sinal de sua vitória sobre um dragão negro, lhe rendendo o respeito deles. E conforme acordado, Glaratis já conversou com o Barão de Yuton que inicia os preparativos da cerimônia.

A cerimônia de nomeação é sempre um evento de grandes proporções. Para que a repercussão da nomeação seja extensa e reconhecida, mas como sempre leva algum tempo, será ofertado um documento de título de nobreza comprovando a nomeação recebida. Não só isto está sendo preparado, Glaratis passará sua técnica de combate, mas o método de treinamento ficou por conta dele. Glaratis quase tem pena. Quase.

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O final do ano está se aproximando, as atividades acadêmicas têm sua pausa para o período de mudança do ano passando pelo famigerado Dia de Nimb (e como ninguém sabe o que vai acontecer, melhor estarem preparados). Ainda muitos alunos e principalmente professores permanecem da Grande Academia Arcana, mas este eladrin tem outros planos longe dali. Bem longe. Tão longe que na realidade é em outro plano.

Bécdelièvre se apronta para sua viajem. Pensando incessantemente na jovem eladrin que conhecera, sorri com a coincidência dela ser a irmã de seu melhor amigo, seria o destino? Seria esta jovem quem ele está procurando? Tentando se concentrar na viajem que fará, seu pensamento sempre volta para o mesmo lugar. Narwain.

Saindo na Sambúrdia capital, com suas roupas de viajante, se difere do comum pode ser altamente ornamentada, rica em detalhes, mas com uma leveza que apenas os tecidos mais finos podem oferecer, parece um nobre em roupa de festa, mas Bécdelièvre não se importa, altamente treinado e experiente, numa cidade não há o que temer.

Mas ao sair da cidade que ele deveria se preocupar. Além do perigo constante das áreas selvagens, mal poderia ele saber que olhos lhe espreitam à noite, quando nem mesmo sua visão élfica lhe permite enxergar. Talvez sejam criaturas sombrias, sua vil presença é notada, mas ela não se revela. O local correto não é fácil de encontrar, varia bastante, mas a presença continua ali, cada vez mais e mais próxima.

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Por que será que uma alma continua no mundo mortal? Claramente existem diversos motivos, algumas podem sabê-lo, e buscam ajuda para concluírem sua missão. Clérigos são procurados por almas em busca de perdão. Paladinos são procurados por almas que precisam proteger alguém. Invocadores são procurados por almas que precisam terminar algo. Vingadores são procurados por almas que querem vingança.

Mas e as almas que não sabem por que continuam aqui? O que precisam fazer? Almas como estas passam a ficar desesperadas, podem cair no esquecimento, ficarem loucas e se transformarem em fantasmas, aparições ou outros tipos de mortos-vivos incorpóreos. Varia muito e não há nada comprovado.

Vincent tem este conhecimento. O início de sua vida como aventureiro foi como um Vingador encontrou muitas almas aclamando vingança, o que lhe trouxe muito sangue nas mãos. Arrependeu-se quando uma morte trouxe muito sofrimento à uma jovem que ele admirava, mas nunca revelou seus sentimentos. E pelo restante de sua vida passou a compensar tanto sofrimento injusto por sua culpa.

Arrependimento é o principal sentimento que leva ao perdão dos pecados. Mas algumas vezes isto não basta, e é isto que Vincent acredita. Seu arrependimento e tentativa de compensar o mal feito não foram suficientes para sua alma ir para o Mar Astral. Deve fazer algo importante, algo extremo.

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Enquanto Def procura sua montanha gêmea, Daiacos retorna à União Púrpura para a região de Faran como líder dos Urautog. A caravana com centenas de sobreviventes, foram poucos os Frídius ou Herfax que optaram por permanecer, pois cada tribo decidiu viver separadamente, mas em paz uma com as outras.

A chegada em Faran é bem recebida, uma festa pela saída de um vigia para o retorno de um herói. Tudo maravilhoso pois quanto mais gente para trabalhar, menos trabalho é necessário por pessoa. A terra é fértil, as colheitas são fartas, a caça é controlada e os espíritos aprovam a harmonia da tribo com o local. A vigilância nas fronteiras e patrulhas no território continuam para a segurança de todos.

Certos comentários começam a surgir, de forma despretensiosa de que Daiacos deveria ser o líder local. Os boatos começam a aumentar, até chegarem ao ponto de dizerem que Daiacos iria desafiar o líder dos Bark Tulehk, a tribo predominante de Faran, que querem apenas preservar os Dólmens de Allihanna e venerar a deusa.

As pressões de ambos os lados aumentam e o duelo é marcado. O combate começa, uma luta grandiosa, golias contra feral. Tanto o líder dos Urautog como o líder dos Bark Tulehk não querem lutar, mas não podem mostrar fraqueza perante suas tribos. Esta luta irá determinar o líder da região, quem regerá o local, quem tomará as decisões políticas, quem assumirá as responsabilidades. Ambos lutam, mas nenhum quer vencer.

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Com o plano traçado e meta estabelecida, reata apenas a execução. Um grande caçador de bruxas tem uma reputação conquistada e um nome a zelar, mas isto nunca é conquistado sozinho. O nome de Wissan é conhecido neste meio, mas proveniente do trabalho de muita gente.

Sua antiga equipe foi exterminada no primeiro e último ataque à Elyon, um grande erro de sua parte por subestimar os poderes dela, um erro que não tornará a se repetir. Até mesmo um homem sem compaixão como Wissan deixa seus olhos lacrimejarem, mas sem que uma gosta escorra pelo sue rosto. Seus antigos companheiros não poderiam ver esta cena e nem os novos integrantes que estarão por vir.

Sua primeira atitude obviamente é formar uma nova equipe, não um exército como foi a idéia inicial de Hades, pois sua experiência lhe credita o fato de que qualidade é melhor do que quantidade. Recorrendo à uma velha aliança, este homem sombrio desce aos subterrâneos do Reinado.

Dias de viagem no subterrâneo, sob a iluminação de cogumelos e limo fluorescente, enfrentando criaturas sombrias que eventualmente aparecem mesmo nas trilhas conhecidas, se deixa ser capturado por humanóides negros como uma noite sem estrelas. Mesmo em uma cela, Wissan não demonstra nenhum sinal de medo, ele possui o sinal da aranha negra, um sinal colocado pela própria rainha drow, Lady Sombria.

Um comentário:

  1. Hahahaa Hades sabe que não deve mexer com uma mulher nervosa, logo quer um exército atrás de mim xD
    Tá legal, tô com um pouco de medo dissaê =x

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