sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

ESC # 23

Enquanto Soul of Fire tem suas missões heróicas, outras missões não tão heróicas assim também se fazem necessárias de serem cumpridas. Com consciência de que todos têm seu lugar e sua função, Lana Durgol se esforça para ser útil junto ao grupo, colocando em prática seu treinamento.

Safira é uma grande cozinheira que está se aprimorando cada vez mais, pois diz o ditado: “saco vazio não para em pé”, sendo Lana uma patrulheira, patrulhar é seu passo inicial rumo à estrada de aventureira. Com o grupo indo em direção à montanha para enfrentar gigantes, a jovem draconata se predispõe a verificar os arredores da fazenda de Doc Begson, enquanto os outros permanecem em segurança.

Acompanhando o grupo até o pé da montanha, Lana se despede de Raziel, pois dali para frente ficará muito perigoso. Retornando por um caminho diferente fazendo sua patrulha, tudo parece calmo à primeira vista, mas com o tempo, começam a surgir rastros e pistas suspeitas.

Longe da estrada e nem mesmo próximo de trilhas no terreno fértil e altamente arborizado, Lana encontra árvores com marcas incomuns. As árvores que ainda estão de pé parecem doentes, mas se recuperando dos notórios grandes furos e vincos, com novas folhas crescendo e muitas folhas com coloração estranha caídas no chão, cobrem o que restou o corpo parcialmente devorado de um gigante, que parecia estar doente ou envenenado.

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A chegada de Kaliendir à sua casa é mais do que bem recebia, não tanto por saudade, mas por preocupação de serem encontrados. Tudo está bem, e ficou melhor ainda quando este exímio Lâmina Arcana tira dentre suas posses uma carta, entregando-a a sua mãe, Valenae que a abre sem entender enquanto o pai Quarion olha curiosamente sobre o ombro da esposa, que lê em voz alta para que assim Manderiel ouça.

“Apesar das forças do destino nos separarem, dos inimigos nos atacarem, das adversidades surgirem e dos perigos nos espreitarem, a família Valaethiel perseverá por toda a eternidade, pois a Arte que está dentro de nós é forte e nos mantém vivos. Por séculos a missão da procura pelos imortais da profecia foi passada de geração em geração até o presente momento. Informo-lhes de que ela não foi perdida ou esquecida, a marca arcana de nascença que está em minha pele me impele a continuar e estou certa de que terminarei a missão dos Valaethiel. Sei que devem haver razões para não me encontrarem e nem eu ter lhes encontrado, mas afirmo que estou viva e que num futuro próximo estaremos juntos novamente e se orgulharão de mim, como eladrin, como maga e como filha. Narwain.”

Valenae trêmula de felicidade não pode conter as lágrimas que caem de seus olhos e escorrem pelo rosto, paradas no toque das mãos de Quarion que vira o rosto em sua direção olhando-a profundamente: “Você estava certa! Vamos em frente, não podemos encontrá-la, mas ela nos encontrará! Vamos buscar aquele deva!”. A eladrin concorda com a cabeça e abraça seu marido enquanto os filhos se preparam para a perigosa viagem.

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A luta contra os gigantes foi uma das mais difíceis já travadas pelo Soul of Fire. Com Ralph inconsciente pelos ferimentos em seu emprestado corpo de madeira e metal que se regeneram pela poder divino de Lena ao conceder o dom da vida à estes construtos, a alma de Vincent que tudo acompanha mas nada pode fazer, apenas assiste enquanto Escudo de Corpo indefeso sente a ação dos gigantes arrastando-o.

Os gigantes da montanha cavam profundas covas enterrando seus companheiros, para que se tornem integrantes da montanha que viveram, mas o corpo metálico do Forjado Bélico é visto como um forte guerreiro de armadura poderosa, levado para um mirante no alto da montanha.

Neste mirante, o chão de pedra rusticamente trabalhado comporta um grande pedestal suporta uma grande pedra de forma oval e irregular, marrom como o barro, mas com veios dourados como o ouro, no qual os gigantes demonstram um alto respeito, como veneração à uma divindade.

Um dos gigantes abraça a pedra e a ergue enquanto um segundo gigante coloca o corpo do Forjado Bélico deitado no pedestal. Escudo de Corpo sem poder fazer nada, assiste o vistoso céu da montanha ser encoberto lentamente pela sombra e em seguida a visão da grande pedra sendo cuidadosamente colocada sobre seu corpo. A cena desperta em Vincent um desejo de vingança que agora entende como passá-lo a Ralph. Talvez tarde demais.

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Os espíritos da montanha lamentam a batalha ocorrida. A presença dos gigantes nesta montanha a está destruindo, a vegetação, os animais, todo o ecossistema local está sendo afetado. Não que os gigantes destruam os ecossistemas, mas nesta região, e principalmente nesta montanha, eles não são bem vindos.

Locais especiais, tão puros e intocados são raros. Esta montanha é um destes locais, do mirante ali posicionado é possível ver durante o crepúsculo, a passagem para o plano da Selva Feérica, entretanto a malha entre os planos se torna fina o suficiente para uma travessia apenas durante a alvorada do solstício e equinócio de cada estação. Mas se o mirante aqui existe, alguém deve tê-lo construído e o utilizado.

Mas não há gigantes das montanhas nas outras montanhas vizinhas, nem mesmo nos mais longínquos arredores, certamente há gigantes das florestas, mas não das montanhas, este não He o habitat deles, as montanhas de Sambúrdia são pequenas para esta espécie que certamente preferem as Montanhas Sanguinárias.

São pensamentos assim que preenchem a mente do espírito desta montanha, mas seu campeão está por perto. Def Greenhoody respondeu ao chamado de Gorskih para sejam exterminados os difamadores da pureza local. Segundo a natureza, a morte não chega para todos ao mesmo tempo, assim o espírito da montanha está satisfeito pois sabe que Def irá retornar para terminar o que começou e iniciar algo ainda mais importante.

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Como Romeck ainda não está totalmente recuperado, Elyon quis permanecer ao lado dele e ser a primeira a estar com ele quando novamente estiver bem. Mas sua estadia foi necessária por outros motivos, a magia que flui em seu corpo está se rebelando aos poucos e seu corpo e mente são visivelmente afetados.

Calafrios, tremedeira nas pernas, dores de cabeça, as juntas estalam, sensação de calor, a visão fica turva, formigamento nas mãos, coceiras pelo corpo, respiração difícil, ânsia de vômito e arritmia cardíaca. Diversos sintomas vêm e vão rápida e alternadamente, mas felizmente fica bons períodos sem nenhum sintoma. Se em momentos críticos estes sintomas se manifestassem, há haveria de ser bom.

Os momentos são dolorosos, quase que incapacitando Elyon de qualquer ação. Os gritos de sofrimento no celeiro onde a jovem humana se isolou temendo haver conseqüências irreversíveis para aqueles que lhe hospeda, ressoam pela fazenda até os ouvidos de Romeck que em lágrimas desperta, se recuperando tanto quanto possível.

Seu corpo já não é o mesmo da juventude isto ele bem sabe, mas a petrificação certamente deixou seqüelas em seu corpo, o fôlego foi prejudicado e as juntas certamente não serão as mesmas novamente. Mas sua fé está mais forte do que nunca e a felicidade em reencontrar Elyon só não é maior do que a urgência em lhe passar o conhecimento adquirido enquanto estava como espírito. Este velho anão sabe mais do que o tiefling poderia esperar.

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