sexta-feira, 4 de maio de 2012

ESC # 26

A noiva draconata está orgulhosa de sua situação atual. Junto à um dos promissores heróis não apenas do clã, mas do Reinado em si, recentemente lhe foi concedido um título do nobreza, Lana está satisfeita com seu noivo Raziel, entretanto parece não estão tão satisfeita consigo mesma.

Viajando com o Soul of Fire, lhe foram contadas as aventuras e perigos que todos passaram, também sobre a história de seus integrantes. Uma das histórias que mais lhe chamou a atenção e admiração foi a de Karen Greenhoody, mãe de Def. Mulher que defendeu seus filhos, com grande astúcia os manteve protegidos durante o ataque de Hourk. Com esta história que Lana se pergunta: “Estaria eu preparada para algo semelhante?”.

“O fato de se perguntar isto torna óbvia a resposta” é o que Lana ouve falando consigo mesma em voz alta. Um elfo alto e esguio, com o rosto sério tatuado com padrões em verde frente aos cabelos longos negros, se posiciona imponente frente à draconata em sua armadura de major, arco nas costas e duas espadas na cintura.

Altariallas estende a mão e pergunta: “suponho você ser um dos viajantes de Arton.”. Lana se levanta sem cumprimentar o major fazendo-lhe uma proposta: “Os elfos são conhecidos por sua especialidade na arte do arco e flecha, façamos um trato. Lhe direi tudo o que sei sobre o que acontece em Arton e você me ensina as técnicas do disparo”. O experiente elfo inclina a sobrancelha e retruca “conte-me sobre o seu grupo, quem são os integrantes?”.

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Passando pelo “Acampamento das Legiões”, os Valaethiel se dirigem ao litoral especificamente ao porto do acampamento à procura de um navio disposto à levá-los ao seu destino, Lenórienn. Nenhum perigo ou ameaça é grande demais para impedir estes quatro, onde até mesmo Mandariel mostrou potencial.

O Mar de Flok não é conhecido pela variedade de embarcações que as navegam, são águas rasas, de litoral rochoso e difícil acesso, o que não a torna a navegação muito popular, mas ainda assim necessária. Após uma élfica breve espera de duas semanas, uma fragata apareceu no litoral. Navio mercante do capitão Allcott, um humano já em sua meia-idade, sempre viveu do mar, em sua maioria trabalhando de maneira semi-honesta.

Com sua voz estereotipa de navegador, capitão Allcott alerta: “Para onde pretendem ir não encontrarão uma embarcação por estas águas, precisam de um navio maior, como um galeão.” Quarion tentando ser o mais polido possível: “O senhor poderia nos levar até um local onde possamos encontrar tal embarcação? Mediante um bom pagamento, obviamente”. O ex-pirata sorri expondo alguns dentes de ouro: “Todos à bordo!”

No início há grande movimentação nas águas do oeste; renovações diplomáticas, viagens de nobres, entregas e pagamento de mercadorias. Os piratas estão “trabalhando”, mas os dois grandes magos a bordo trazem segurança no trajeto até atracarem em Tollon onde vêem um grande navio em manutenção, o Machado de Madeira III.

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Escondido em seu próprio corpo, a mente de Escudo de Corpo permanece ativa junto com a de Ralph. A integração das existências vai progredindo ao poucos conforme o tempo passa e até mesmo Ralph sente isto. O salvamento do Desenvolvimento trouxe o encontro de seu companheiro forjado bélico Ferrugem Polida.

Ao que este deva conta, Ferrugem é um bardo, um grande contador de histórias, das quais conhece milhares delas tanto por conhecimento compartilhado, como pela experiência de tê-las confirmado pessoalmente. Entretanto todo este conhecimento agora está trancado em seu corpo inativo, que pode até mesmo ser perdido se algo não for feito. Levá-lo à Helladarion, o sumo-sacerdote de Tanna-Toh seria uma opção, mas Escudo cogitou outra.

Seu pensamento é influenciado ou influencia o pensamento de Ralph, assim podemos dizer que ambos pensaram a mesma coisa. Se de alguma forma fosse possível transferir a alma de Ralph para o corpo inerte de Ferrugem Polida, ambos poderiam sair ganhando. O tempo está passando e suas existências se unificando, o devoto de Nimb pode não se preocupar, mas o devoto de Valkaria se preocupa, este paradoxo os mantém separados.

Com a contínua busca pelos devas da profecia, o grupo também encontrará outros warforgeds protetores, onde Ralph pode, em teoria, continuamente trocar de corpo, sem unificar sua existência com outra. No momento Ralph e Escudo estão em equilíbrio, mas se a troca para outro corpo trouxer um resultado inesperado?

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Após ser liberta de seu cativeiro dos orcs, Safira encontrou quem seria o homem de sua vida. O filho do herói da lenda Golias, quase tão tímido, igualmente respeitoso e um pouco mais bruto que ela mesma, complementa seu ser como sempre desejou, e viajando e conhecendo lugares, plantas e sabores nunca antes provados.

Seu casamento frente à sua tribo e os sobreviventes de Lomatubar foi marcante, e assim acompanhou o grupo por Tollon quando desceram ao inferno, na Academia Arcana, em Shckarshantallas e seu clima quente, para Salistick e sua miraculosas ervas medicinais, depois para Sambúrdia o melhor local para seu almejado pomar, e agora em outro plano, na Selva Feérica com planta que nem sonhara em ver.

Aprendendo um pouco das culinárias locais por onde passa, tem um novo objetivo de vida. Os sabores, aromas e texturas de todas as comidas que provou, por mais simples que fossem, despertam o apetite desta Golias que fazem seus olhos azuis brilharem ainda mais do que a mais fina joia de seu nome.

Por este motivo Safira está comendo mais que o normal, coisa que até mesmo os olhos mais distraídos podem ver. Dores pelo corpo e mal estar pareciam ser apenas bobagens, causados por possíveis azias, mas estão se tornando cada vez mais frequentes. A senhora D’Auberville que hospedou de bom grado esta golias não tem dúvidas: “o grupo de vocês está para aumentar, onde o termo família poderá ser aplicado de fato”.

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As noites são tranquilas em Avaellor, apesar dos grandes perigos da Selva Feérica, a cidade é bem protegida pelas tropas eladrins somado às forças élficas que patrulham a região. São noites que o velho anão Romeck aproveita profundamente compensando tantos e tantos anos como aventureiro e missionário.

Tantos anos de devoção à deusa do conhecimento, a idade lhe traz uma experiência inestimável. São poucos os heróis em atividade que atingem a avançada idade que possui, seja por se aposentarem ou da forma mais comum, morrendo. Ainda mais por se tratar de um anão, raça que vive até dois séculos, Romeck sabe que já não possui o mesmo vigor de tempos atrás, mas sua fé apenas aumenta com o tempo.

Com o grupo fora, um sonho recorrente atrapalha seu sono noites seguidas. Seu antigo lar Doherimm está sofrendo com grandes tremores de terra, como um terremoto. Os pilares de sustentação rachando até quase partirem, pedras se soltando do teto, um desmoronamento eminente, com anões se mobilizando cada vez mais para conter os tremores e as destruição de seu lar secreto.

Noites e noites o sonho se repete, com cenas diferentes, mas todas no mesmo contexto, até que Romeck decifra pelos rostos incógnitos e preocupados olhando não o chão como o terremoto que pensava, mas olham o teto como origem do mal que ameaça seus lares. Como se uma gigantesca manada caminhasse na superfície.

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