"Quando a sombra de morte passar pelo globo de luz
Trazendo ironicamente a vida que trará a morte
Terá surgido o emissário da dor
O arauto da destruição
Seu nome será cantado por uns
E amaldiçoado por outros
O sangue tingirá os campos de vermelho
Um rei partirá sua coroa em dois
E a guerra tomará a tudo e a todos
Até que a sombra da morte complete seu ciclo
E a flecha de fogo seja disparada
Rompendo o coração das trevas"
Esta é a profecia tão conhecida e difundida em todo o Reinado, trazida por elfos sobreviventes do ataque globinóide do continente sul, mas o que pouquíssimas pessoas sabem, é que existe uma continuação desta profecia perdida, que informa onde, quando e como esta profecia deve ser terminada.
Thwor Ironfist.
Um dos nomes mais temidos em todo o Reinado pelos mais informados, porém muitas pessoas sequer sabem da existência dele, e dos poucos que sabem, pensam ser um incidente isolado das guerras no continente sul, que nada tem à ver com a vida atual dos reinos onde vivem, mas não é assim para a população de Tyrondir.
Este imenso bugbear nasceu durante um eclipse já matando sua mãe no parto. Conta-se que ele cresceu já sendo instruído e convencido de que era o globinóide da profecia, e realmente deve ser. Uniu as tribos globinóides e dizimou as civilizações humanas e semi-humanas de Arton-Sul, formando a Aliança Negra. Agora não resta mas onde expandir e destruir os humanos e semi-humanos senão iniciar o ataque à Arton-Norte.
Quase dois terços da profecia já se cumpriram e Thwor certamente é o arauto da dor mencionado. A erradicação da civilização humana e semi-humana em Arton-Sul cumpre a parte em que o sangue tingirá os campos de vermelho. E à alguns anos, o Rei-Imperador Thormy de Deheon dividiu sua coroa com o príncipe Mitkov de Yuden com a promessa de derrotarem a Aliança Negra. Mas nem o exército mais poderoso de Arton-Norte, com a ajuda do próprio Mestre Arsenal, pode derrotar a Aliança Negra, apenas enfraquecê-la.
Mas com o ressente ressurgimento de Thwor nas fileiras globinóides, a Aliança Negra está de volta à ativa e estão novamente atacando o reino de Tyrondir. Ao que parece, Thwor é imortal até que a profecia se cumpra, nem mesmo a morte pelas mãos de Mestre Arsenal pode mantê-lo morto. A arma usada parecia ser a “Fúria”, arma do próprio deus da guerra e da morte Keen, mas esta arma foi resgatada de combate e guardada pelos paladinos da Ordem da Luz de Bielefeld, mas corre o boato de que esta arma foi roubada recentemente.
Existiam dois aspectos, guerra e morte, onde Keen era o deus da guerra e Ragnar era o deus da morte, porém Ragnar ao tentar matar Glórienn, deusa dos elfos e Valkaria, deusa dos humanos, acabou ficando muito enfraquecido com a batalha e foi atacado de surpresa por Keen. Agora Keen é o deus da guerra e da morte. Os sumo-sacerdotes dos dois deuses, Mestre Arsenal e Thwor Ironfist agora disputam quem será o verdadeiro sumo-sacerdote do novo deus da guerra e da morte, assim, quem dos dois possuir a “Fúria”, a arma de Keen será o verdadeiro sumo-sacerdote.
“Fúria” está sem forças, precisa de morte e guerra, precisa que os aspectos de seu deus aconteçam. Irá corromper aqueles que a possuírem, para que assassinatos aconteçam, vidas sejam tiradas, sangue seja derramado, até que o próprio portador da arma morra recarregando com força total a “Fúria” e ela possa escolher seu novo dono. Mas nem Thwor e nem Mestre Arsenal irão esperar, ambos planejam algo para consegui-la o quanto antes.
Orgulho.
Característica famosa entre os anões de toda Arton. Foi ela o pilar de sustentação que fez de Doherimm. Conhecida com “a Montanha de Ferro” tem este “título” nascido de um comentário em uma taverna: “para forjar tantas armas e armaduras, os anões devem morar em uma montanha de ferro”. Ironicamente famoso e secreto, pois há relatos de que anões surgem e desaparecem por toda a Arton indo e vindo de seu reino subterrâneo.
Mas o orgulho que tanto uniu os anões contra outras raças e tantos monstros e perigos do subterrâneo também foi o responsável pelo enfraquecimento da consistência da sociedade anã, que pode lhes levar à ruína com os perigos que estão surgindo, somados aos antigos problemas não resolvidos.
Tenebra ao criar os anões para viverem nas montanhas, dentro das montanhas e no mais profundo subterrâneo, fez três variações, os anões dourados, anões do escudo e anões cinzentos, respectivamente. Porém com o passar de centenas de anos, os anões orgulhosos como são, passaram à respeitar muito mais à justiça do que as trevas e consequentemente trocaram de divindade principal para Khalmir, deus da justiça.
Khalmir retribuiu à ação dos anões, confiando-lhes “Rhumnam”, a arma do deus da justiça. Mas há algumas gerações esta arma foi roubada do reino anão, o que iniciou o declínio da civilização anã. Os encarregados de guardarem Rhumnam eram os cinzentos, pois era guardada nas mais profundas galerias de Doherimm, mas o roubo demorou a ser notado, pois os próprios cinzentos eram orgulhosos demais para admitir o roubo.
Acusações vieram de todos os lados, dourados eram acusados de não protegeram o reino contra os invasores externos, escudos eram acusados de não expulsarem os intrusos do reino e cinzentos acusados de serem incapazes de guardarem Rhumnam. Todos se acusaram e foram acusados de traição, onde todos eram orgulhosos demais para admitirem o erro e procurarem juntos, uma solução.
Durante os anos seguintes que se passaram, os cinzento foram aos poucos sumindo de Doherrim. Uns dizem que eles cavaram ainda mais profundamente que nem escudos ou dourados poderiam alcançá-los, mas são apenas boatos. A verdade se deu apenas com o primeiro ataque à Doherimm pelos cinzentos, agora denominados Duergar.
Os cinzentos foram manipulados pelos Devoradores de Mentes, que os convenceram à retornar seu culto à Tenebra e de que são os verdadeiros anões que merecem viver no subterrâneo e que os escudos e dourados devem ser expulsos para a superfície e morrerem. Com isso, Duergars e Devoradores realizaram sua primeira grande investida contra Doherimm, onde escudos e dourados desunidos perderam esta primeira batalha e tiveram as galerias mais profundas perdidas para os novos inimigos.
Os dourados e escudos se uniram para combater este novo mal que nasceu em seu reino, mas não querem matar seus irmãos de raça, que estão sendo manipulados. Alguns poucos Duergars foram capturados e libertos do controle mental dos Devoradores, mas ainda são poucos e o combate de maneira não mortal dificulta muito. Assim cada vez mais e mais anões estão sendo convocados por toda Arton para participarem do “Resgate Cinzento”.
Mas há menos de um ano Doherimm sofreu um novo ataque, não de Duergars e Devoradores, mas de uma nova raça que também entrou na luta pela hegemonia do subterrâneo, os Drows. Esta nova raça tem a missão divina dada por Tenebra de conquistarem seu espaço no subterrâneo e se alguns anões traidores de Tenebra tem de morrer por isso, eles não se importam. Mas eles também têm seus motivos pessoas para expandirem e crescerem, pois também querem vingança contra os irmãos de sua própria raça, os “queridinhos” de sua ex-deusa Glórienn, os Eladrins.
Raros são os Drows que toleram a presença de Azgher, deus do sol, no céu. Estes são vistos como traidores de Tenebra e expulsos do subterrâneo ditos como indignos da benção que lhes foi concedida. Vivem como párias, não são aceitos pela sociedade da superfície, por preconceito à ação maligna de sua raça.
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