Cansados de tanto peregrinar por alguns reinos, várias cidades e muitos quilômetros, a impaciência passa à tomar conta dos sentimentos deste pequeno grupo de variadas criaturas humanóides que se reúne na pequena taverna Cisne Ferido.
Cobrindo grande parte do rosto com lenços negros, deixando apenas os olhos à vista, aparentemente para se protegerem do frio do inverno que se passa, mas para olhos mais atentos e intuitivos pode-se notar que se trata de proteção às suas identidades.
Uma voz feminina, mas ultrajada pela situação que se encontram desabafa com os colegas:
Kedoria: mas não é possível! Nimb (deus do caos) está à brincar com as pistas que temos. Isto deveria ser simples!
Uma voz masculina firme responde com tom controlador para que a situação não piore:
Glaesh: controle-se para que possamos nos concentrar em nosso objetivo, temos de encontrá-la para que o mestre fique feliz. Estamos em débito com ele e não podemos falhar nisto!
Kedoria: não estaríamos nisto se Fradele não tivesse falhado na parte dela do plano.
A moça de olhos claros, baixa a cabeça em reconhecimento em sua falha ao plano onde fala em voz baixa:
Fradele: infelizmente um imprevisto ocorreu e eu não estava pronta para aquilo, mas agora estou mais do que pronta e vou provar a vocês e ao mestre de que sim tenho meu valor.
Glaesh: a cidade de Kresta é conhecida em todo o reino por sua economia baseada em itens mágicos, seguramente vamos ter alguma pista mais concreta por aqui. Aquela espada não pode estar longe.
Fradele: vamos também verificar as milícias e forças armadas, não existem muitos tieflings vivendo fora de Salistick, a maioria são mercenários ou aventureiros e talvez eles tenham os registros de alguém com a descrição dele.
Kedoria: pode sim ser bem possível, mas esta tempestade prismática que está acontecendo ultimamente em todo o reino de Wynlla vai nos atrapalhar, pois tenho a impressão de que a espada sempre está um passo à nossa frente. Diga-me Glaesh, qual é a cidade mais próxima em que ela poderia estar?
Tirando de sua mochila um tubo de couro, dentro dele vários pergaminhos onde um dele tem o mapa de Wynlla.
Glaesh: a última cidade que estávamos era Norm, pegamos o barco e chegamos faz três dias aqui em Kresta. Após termos certeza de que a espada não está aqui, iremos para Coridrian, a cidade dos golens.
Fradele: esta é a cidade do Kishin, o golem gigante não é mesmo? Ouvi dizer que conseguiram fazer ele mover o braço! Muitíssimo semelhante ao objetivo de nosso mestre, lá nós devemos investigar isto também.
Kedoria: hahahaha! Minha amiga Fradele, só mesmo uma ingênua como você pra acreditar nestes boatos!
O clima do grupo fica mais tranqüilo com a descontração, onde até mesmo os membros restantes do grupo que não se pronunciaram ficaram mais à vontade com a situação.
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No alto de uma pequena colina, uma bela mulher de cabelos castanhos e pele levemente bronzeada, vestida em sua armadura de batalha e de espada em punho em postura imponente e nobre, mas seu rosto e o tom de sua voz doce deixa transparecer a amargura de uma perda, talvez não apenas uma perda, mas A Perda, pronuncia:
Lady Shivara: companheiros de batalha! Saúdo à todos os bravos guerreiros que se uniram durante tanto tempo às lutas travadas no meu querido reino contra o avanço da Tormenta.
Os milhares dos melhores guerreiros de toda a Arton que sobreviveram e ali estavam reunidos ouviam atentamente à mulher com uma mistura de respeito à superioridade política e militar por ela ser a regente de Trebuck e general do exército, com interesse na fisionomia corporal da mesma, onde ela prossegue com seu discurso:
Lady Shivara: lamentamos as perdas ocorridas no campo de batalha, onde todos foram e são heróis de todo o Reinado. Mas venho declarar que esta batalha teve seu fim e nós, infelizmente, perdemos.
Inicia-se uma conversação inevitável entre tantos e tantos guerreiros com esta pronunciação. É algo que não se podia imaginar ou mesmo aceitar, mas é notória a coragem de Lady Shivara em saber quando desistir.
Lady Shivara: estamos pagando um alto preço em vidas nesta batalha desigual. Devemos estudar uma nova estratégia. Os estudiosos possuem valiosas informações que vocês e seus companheiros conseguiram em tantas batalhas. Agradeço a todos que lutaram por Trebuck. Mas animem-se meus guerreiros! Perdemos a batalha, mas não perdemos a guerra! E em breve retornaremos prontos para ela!
Com estas palavras finais o urro de inspiração e esperança foi uníssono entre os milhares de guerreiros. Após tanto tempo, tantas mortes e com tão pouco progresso, a Batalha de Amarid chega ao seu fim.
O eladrin mago Quarion Valaethiel, alto e imponente, com vestes que exaltam sua superioridade, comandante-chefe das tropas do norte pode finalmente retornar para a sua família, que atualmente vive escondida, mas em relativa paz até que possam fazer de seus filhos homens maduros o suficiente para cuidarem de si mesmo.
Mas a felicidade não é completa, pois a família não está completa, sua filha a tantos anos desaparecida, onde nem mesmo sua grande capacidade de um mago poderoso consegue encontrá-la por uma proteção que ele mesmo fez. Este fato sempre permeia a mente de Quarion, mas sua esposa Valenae está mais tranqüila, pois a marca arcana que passa de geração em geração nas mulheres de sua família brilhou recentemente.
Valenae: não se preocupe Quarion, ela está bem! Pude sentir com toda certeza no sangue de minha família que ela está por aí e acabou de dar o primeiro passo para cumprir o seu destino. Mesmo que não possamos guiá-la, tenho certeza de que ela conseguirá encontrar seu próprio caminho.
A eladrin maga, de grandes e vívidos olhos lilás, sempre bem vestida, mesmo quando em casa, enquanto trabalhava em mais uma formula alquímicas de seu laboratório de pesquisas, ao som do treinamento de seus outros dois filhos.
Quarion: isto é uma ótima noticia, ela realmente está bem! Já tenho o documento de indicação de Lady Shivara para conversar com o próprio Thormy e requisitar ajuda para encontrá-la. Sabemos que o sinal de nascença de sua família pode ser fatal! Nós temos de nos certificar de que ela estará preparada para quando a hora chegar.
Valenae: isto é verdade, mas seus outros filhos também precisam de sua atenção. Não vá imediatamente, fique com eles durante algum tempo. Em breve estará no momento deles terem um treinamento mais rigoroso com a magia, embora tenham decidido não se tornarem magos, terão papéis importantes na história.
O grande eladrin se dirige para a praia próxima da casa temporária na pacata Vila Questor (Tyrondir), onde seus filhos Kaliendir e Manderiel brincam com Kim Questor entre outros jovens onde são bravos heróis do Reinado. Quarion apenas assiste à brincadeira na certeza de que as aventuras que eles imaginam se tornarão reais em tão pouco tempo que é melhor deixá-los brincar enquanto podem.
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