quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Nova condição: Apoteose

A definição da Wikipédia:
"A apoteose consiste em elevar alguém ao estatuto de divindade, ou seja, endeusar ou deificar uma pessoa devido a alguma circunstância excepcional."

Mas endeusar? Isto poderia ser considerada uma condição? A idéia surgiu da experiência de jogos, da diferença de quando não se tem conhecimento sobre o inimigo e de quando se tem. Já o termo em si, veio do jogo Mist, um rpg independente criado pelo mestre Leo.

*O que é?

Uma nova condição, atribuída apenas aos maiores inimigos dos personagens, normalmente aplicado à monstros, mas pode ser aplicado à NPC's com habilidades raras, técnicas secretas ou comportamento inesperado. O apoteótico:

  • recebe um bônus em todas as defesas, rolagens de ataque e dano

  • o bônus depende da função secundária, +2 se Elite; +4 se Solitário


 como é que se luta contra isso?


Trata-se de uma vantagem que o inimigo tem sobre os heróis por não terem uma mínima idéia de como se combater o inimigo, por mais experientes que eles sejam. Esta condição especial, aplicada a inimigos totalmente estranhos e/ou diferentes do esperado pelos personagens, por isso é aplicável somente em inimigos Elites e Solitários.

*Como se encerra?

Essencialmente, se encerra quando ao menos um personagem, com uma Ação Mínima, seja bem sucedido em um teste de conhecimento (dependendo da origem do inimigo) contra uma CD moderada para Elites e CD difícil para Solitários, baseado no nível do próprio inimigo.

Isto, assumindo que o personagem bem-sucedido no teste irá compartilhar a informação com os companheiros de grupo. Caso o personagem não compartilhe a informação, ou se os aliados não puderem receber a informação, a condição de Apoteose continua.

Você assitiu "Como Treinar Seu Dragão"? Neste filme, uma ilha de vikings lutam contra dragões e fazem um livro ilustrado dos inimigos, mas não possuem informação sobre um dragão em específico. Alguns personagens podem ter tido acesso à informações, mas elas podem não estar completas, estar parcialmente equivocadas, ou mesmo estarem exageradas.

Ainda no mesmo filme, no final aparece um dragão nunca visto antes, um dos personagens (o mais nerd) faz uma análise, deduzindo logicamente os pontos fortes e fracos do inimigo, portanto muitas vezes ser bem-sucedido no teste representa deduções lógicas de uma análise.

Adicionalmente, um teste de perícia de História pode conceder bônus nos testes de conhecimento para encerrar esta condição. Conseguir alguma informação previamente de viajantes e habitantes locais (perícia Manha) também é uma alternativa válida.

*Faz sentido, mas é bom?

Todos conhecem o ditado "conhecimento é poder", mas quantas vezes isto foi aplicado (sem offismo) durante um combate? Em algum momento os jogadores sentiram realmente a dificuldade por seus personagens não terem conhecimento sobre o inimigo?


conhecimento, a chave do sucesso


O teste de conhecimento pode até mesmo dizer se o inimigo é um Lacaio, Padrão, Elite ou Solitário, permito o uso de Intuição para se deduzir qual inimigo é o "mais forte/perigoso" ou o "mais fraco/inofensivo" (respectivamente o inimigo de maior XP ou de menor XP).

Em minhas mesas, tanto as que mestro, quanto as que jogo, vejo pouquíssimas vezes os personagens realizarem qualquer teste de conhecimento durante um combate. Preferem a técnica do "um, dois; bate primeiro, pergunta depois", esta condição poderá fazer com que o conhecimento seja mais valorizado do que o poder.

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Mesmo que seus jogadores devorem o Livro dos Monstros, a Apoteose não perdoa!
Riketz

Um comentário:

  1. Quando for implantado vai ser muito bom, por que além de incentivar os jogadores a pesquisar, sem usar o offismo, também ajuda na gama de conhecimentos que cada um tem, assim quando surgirem outros inimigos, podemos conhecê-los ou não.
    É um ótimo hábito a se seguir, galera. Principalmente a mim, devota da deusa do conhecimento, ou à maga, que é a mais inteligente e estudada no grupo.
    Bora estudar, que a galera tá precisando ^^

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