Prefácio sente uma energia divina vinda de Prólogo que teve sua missão como imortal cumprida. Cientes de que são de uma raça criada por Tanna-Toh, involuntariamente, mas instintivamente cumprem a missão de guardiães do conhecimento proibido, que nem mesmo Tanna-Toh se permitiu ter para não ter de contar à ninguém.
Uma lenda entre os devas diz que um livro foi escrito por um homem da Selva Feérica, afirma-se ser um eladrin à despeito do material e da linguagem escrita, mas nada foi confirmado, fala sobre este conhecimento proibido escondido em cada um dos devas. A antiga deusa da magia, Wynna era muito amiga de Tanna-Toh se dispôs a ajudá-la a recuperar este conhecimento, com os eventos que se seguiram, alguns eladrins herdaram esta missão.
Um trato feito às escondidas na noite não ficaria sem o conhecimento de Tenebra, a deusa das trevas. Sua índole maligna juntamente com o rastejar de elfos invejosos a levou à criar os drows, que possuem um ódio mortal de seus primos eladrins, somados ao temperamento sombrio de sua deusa. Impossibilitados de saírem sob a luz do sol de Azgher, séculos se passaram até que Khalmir, deus da justiça, determinasse que as criaturas não poderiam possuir limitações de seus deuses, já que têm o direito ao livre-arbítrio.
Apesar dos drows agora poderem habitar a superfície, raros o fazem. Reconhecidos como a raça original de Tenebra, convocaram adeptos de raças da superfície para agirem em nome de sua deusa. Assim foi criado a família Asturian, recrutados em sua maioria no reino de Porthsmouth, inimigos declarados da magia, caçam os herdeiros de Wynna.
Como é de conhecimento geral, todo eladrin tem um poder, habilidade ou conhecimento mágico, desta forma foram secretamente caçados durante séculos, tornando os herdeiros da missão de Wynna muitíssimo raros, na verdade resta apenas uma. Isto é sentido pelos devas guardiães, percebem que a corrida entre os Valaethiel e os Asturians se aproxima da reta final, mas infelizmente só podem assistir aos últimos passos sem saber quem vai vencer.
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Introdução. O início de tudo. Um conhecimento é muito melhor compreendido quando abordado desde seu início. O que se pode entender de algo a partir do meio? Uma confusão sem tamanho pode ser feita por desentendimentos. Saber a introdução de qualquer coisa é o primeiro passo rumo à verdade.
Uma amnésia não é muito diferente de uma missão sem conhecimento de sua origem. Sem um início não se pode ter uma projeção para o fim. Dois momentos de origem equivalente e obscura, ambas envolvendo uma língua desconhecida. Um livro com linguagem antiga, e agora uma caixa com caracteres desconhecidos, deduzidos como números. Quando se souber sobre o passado deles, no presente saberás em que direção está o futuro.
Mas quem tem o conhecimento sobre estas línguas tão raras? Todas as perguntas têm uma resposta! Só se deve saber onde procurá-las, ou se ter muita fé para que Tanna-Toh lhe conceda a informação que tanto necessita. Ao menos uma pista, uma dica, alguém com um mínimo de conhecimento para lhe dar uma luz, uma introdução.
Uma jovem, de pele branca-acizentada possui marcas em padrões distintos pelo corpo destoa em meio aos golias prisioneiros pelo seu tamanho, bem menor à grande raça. Realizando trabalho escravo para os orcs resiste ao sentir que de todas as suas vidas, nesta tem uma missão de suma importância, apesar de não saber qual é. Reencarnada recentemente, pelos padrões de contagem de tempo, possui apenas dois anos.
Ainda não encontrou seu forjado-bélico protetor como todo deva guardião do conhecimento tem, mas em meio à tanta adversidade, encontrou a proteção dos grandes golias também escravos e por mais improvável que seja, um prisioneiro desertor ganhou sua simpatia, talvez por também ser diferente de todos que ali se encontram.
A fúria pode nos levar a diversos caminhos, mas certamente nunca será o caminho da paz, pelo menos essa é a lógica por trás das conseqüências impensadas que a fúria pode nos trazer. Bárbaros são conhecidos por terem certo controle sobre sua fúria através da invocação de espíritos, e espíritos fortes e mais alinhados à índole de quem o invoca, maior é o poder da fúria liberada por quem conseguir entrar em comunhão com este espírito.
Não há um caminho certo que todos possam seguir, cada um deve encontrar o seu próprio caminho, encontrar os espíritos que lhe trarão força para prosseguir, entrar em comunhão com o espírito no momento correto, mantendo sua alma nobre e seguindo seus princípios, o encontrará o espírito supremo que lhe será perfeitamente compatível.
Na busca pelo espírito supremo, Solkor, um meio-orc vive a dualidade de ser duas coisas. Filho de Hourk com uma humana escrava já morta, é prisioneiro julgado desertor dos orcs, escravizado como exemplo demonstrativo da crueldade e intolerância que o líder orcs tem com seu filho, faz pensar as conseqüências para um soldado qualquer.
Cresceu entre os orcs, treinando como um bárbaro bestial como qualquer outro, viu-se diferente, que tinha algo à mais. Durante umas missões de reconhecimento encontrou os Exterminadores de Allihanna e viu outros como ele. Passou à vigiá-los e a admirar seu sistema social cortês, diferente dos brutais orcs. Ao retornar, indagou sobre os conceitos da sociedade orc e em descuido de Hourk descobriu que sua mãe era uma humana e já estava morta.
Rebelou-se em fúria no momento errado e quase morreu por isso, foi preso e escravizado. Recentemente abriu seu olhos para os erros dos orcs graças à uma Deva também prisioneira. Sob sua orientação, medita em busca de plena comunhão com os espíritos que invoca. Desta maneira encontrou o seu caminho, deu o primeiro passo em direção ao seu futuro. O problema é que estando preso e escravizado, o futuro não é tão otimista nem promissor.
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O futuro agora é incerto para estes golias escravizados, planos se tornaram sonhos, e os sonhos foram substituídos pela esperança de apenas saírem desta situação. Mas nem todos perderam as esperanças, a massa se comporta de uma maneira previsível, mas indivíduos especiais destoam e fazem a diferença no mundo.
Durante o ataque dos orcs capturando escravos, os guerreiros lutavam para proteger a tribo que fugia. Alguns foram mortos e outros escravizados, mas não impediu que os orcs continuassem caçando. Velhos e crianças quem não conseguiram acompanhar o ritmo, foram capturados. Poucos guerreiros por definição estão em segurança, a maior parte que escapou são os jovens mais fortes, caçadores, vigias, agricultores ou outros de funções não combativas.
Foi nesta captura que uma bela jovem golias foi capturada. Ela poderia sim ter se salvado pois está em plena forma, mas se empenhou em salvar seu irmão bem mais novo, que agora está em segurança em meio à tribo Urautog dos sobreviventes, mas acabou ficando para trás e capturada pelos orcs ao voltar para buscar alguém.
Seu corpo não mais está tão polido como antes, tanto tempo de escravidão e maus tratos lhe deixaram opaca e abatida, mas com saúde impecável. Apenas os belos olhos azuis como safiras ainda conservam o brilho de sempre, porém evita de olhar as pessoas diretamente nos olhos seja por respeito ou por vergonha. Foi ela mesma quem encontrou Introdução, que estava caída congelada em meio à neve e acabou sendo capturada pelos orcs.
Assim, Introdução lhe deve mais do que a vida, que certamente será curta, mas lhe deve o sentido de sua vida ao poder completar a missão de sua vida como guardiã do conhecimento proibido. Foi Introdução que conseguiu manter vivos os sonhos desta “jóia da montanha”, como a chamam, que espera muito mais do que a vida numa tribo das montanhas, quer algo novo, mas simples, ainda está decidindo, mas definitivamente será longe dali.
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