quinta-feira, 22 de setembro de 2011

ESC # 18

O retorno dos filhos de grandes lendas, os Greenhoody trouxeram a motivação e esperança para unir as tribos e lutarem juntas por um ideal. A participação de Raziel foi fundamental na organização e estratégia do ataque.

Os Urautogs em dois grupos, liderados por Pontk e Pruor, iniciaram o ataque em duas frentes, dividindo a atenção dos orcs ao defender o forte. Com isso, os Frídius com seus xamãs e druidas puderam avançar e convocar os espíritos, causando o temor entre os orcs ignorantes. Os ferais caçadores da tribo Herfax protegiam seus aliados na linha de frente com seus arcos e lanças. O combate é intenso e devastador, ambos os lados lutam até o fim.

Ao derrotar Hourk, o grupo passa a atacar os orcs à partir de dentro, de onde poucos integrantes das tribos haviam conseguido adentrar. Pontk era um deles e abria caminho em direção o portão para abri-lo, Soul of Fire se juntam à ele, Daiacos investe contra os orcs, seguido por Raziel e Ralph. Entre os grandes orcs e golias, uma figura baixa e esguia passa quase que desapercebida em direção ao portão.



Bregma corta a corda de contrapeso da ponte-levadiça, que se mantém baixada, mas o contrapeso balança e cai na ponta da grande tora de madeira que travava o portão. Os Urautog adentram ao portão em uma gigantesca leva, que retira toda a vantagem que os orcs possuíam. Alguns permanecem e lutam até o fim, até os Frídus e seus espíritos assustarem muitos deles, fazendo-os fugir, mas não tem escapatória, pois os Herfax cercaram o forte.

A entrada da caverna é demolida por Narwain, evitando a chegada imediata de reforços, com isso é determinada a vitória. Uma vitória grandiosa, os prisioneiros são libertos, entre eles Introdução, Safira e Solkor. Deixando o local e retornando ao acampamento comunitário, todos descansam e comemoram o resgate bem-sucedido. Mas Cloy, líder dos Frídius está quieto e pensativo, olhando para o Soul of Fire, como se tivesse de tomar uma grande decisão.

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Toda a glória advinda de batalhas traz honra ao coração do Senhor da Guerra Raziel, mas para o draconato que é, a glória maior não está na quantidade de inimigos derrotados, mas na importância e dificuldade de se derrotar um único e forte inimigo. Dragões derrotados são a maior glória que um draconato pode alcançar, e quanto maior, mais velho e mais poderoso for o dragão, maior a glória e reconhecimento o draconato recebe.

Derrotar o dragão Sdarak ajudou a limpar em parte seu nome perante o clã dos Escamas Rubras. Tratava-se de um dragão jovem e não muito poderoso, e além disso Sdarak não foi morto, o que faz com que as más línguas espalhem o boato de que Raziel não conseguiu derrota-lo ou que está tramando algo junto aos dragões.

Estes tais boatos podem acabar por se espalhar entre os outros clãs, o que pode dificultar ainda mais as relações entre eles. Nem mesmo é uma unanimidade entre os Sangue Azzurra de que Raziel é de todo o bem. Os draconatos respeitam os grandes combatentes de seus clãs e aqueles que derrotam poderosos dragões de suas respectivas cores, o respeito mútuo não é praticado exceto ao se derrotar um dragão da cor do clã respectivo.

Foi com este conhecimento que Balasar treinou e ensinou Raziel, assim como agora está ensinando Lana e outros jovens que estão secretamente se opondo ao domínio de Barash. Até mesmo Lavíniah está tomando parte dos treinamentos, relembrando dos tempos em que acompanhava Mitzrael, mas aposentou seus dias de aventureira quando estava para se tornar mãe.

Acobertados por Falin o principal clérigo do clã e pai de Lana, este pequeno grupo partiu à algumas semanas para uma suposta busca sacerdotal, na verdade não estão longe, mas fora da patrulha dos soldados de Barash, quando tudo parecia estar indo bem, uma silhueta humanoide aparece ao longe, vem se aproximando diretamente.

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Até que ponto a mente das pessoas pode ser forçada antes de enlouquecer? Quais são os traumas que podem afetar tão drasticamente uma pessoa a ponto de causar danos irreparáveis? Haveria um limite para isso?

E o que uma pessoa pode ou deve fazer para aplacar o sofrimento que angustia sua alma? Poderia destruir a paz de alguém para trazer paz a si mesmo? Haveria um limite para isso?

Para um homem, os limites foram ultrapassados, e se é que há limites para isso foram ultrapassados à muito. Em sua casa nada cuidada, o homem apático definha junto com a estrutura do local. Apesar de ter abandonado sua antiga crença, sua antiga crença não o abandonou, pois ele era o melhor no que fazia.

Wissan, o Renegado. É com este título dado pelos seus ex-colegas de seita que impõe certo respeito, mesmo não se esforçando para tê-lo, e são estes mesmos ex-colegas de crença que mantém e esperam o retorno de Wissan, mas quando isso ocorrerá? Os Asturians continuam acreditando que Wissan voltará e continuará sua implacável “caça as bruxas” como eles mesmos denominam.

Poucos são os que conhecem a história de Wissan, que foram recontadas inúmeras vezes maneiras diferentes, mas sempre sofridas. Eram esses traumas que impulsionavam Wissan, lhe tornaram um dos melhores caçadores de bruxas, mas a morte de seu grupo parece ter lhe afetado muito mais do que a simples dor da perda. Alguns dizem que os fantasmas dos antigos companheiros o assombram, outros dizem que lhe falta uma razão pra viver.

Mas o que os Asturians sabem, é que Wissan está esperando. Era assim que ele trabalhava, sempre esperando, mas parece que o que ele espera não aparece há anos, mas Wissan sabe que está lá, e não falta muito.. não falta nada..

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Sete Missões. Quando forem cumpridas as sete missões, a vingança virá a galope. Este foi o acordo feito por Ralph ao integrar a Ordem Secreta dos Vingadores de Nimb. Os vingadores são como agentes do lado oculto dos deuses, agindo em prol de seus deuses, mesmo que às vezes tenham de fazê-lo por métodos menos ortodoxos. Essa foi a vida de Hawk Lâmina da Lua, e agora de Ralph Redblade.

Apesar das circunstâncias favorecerem Ralph no momento de sua iniciação como aprendiz de vingador, a ordem também considerou o seu sobrenome (não se sabe com que intuito aceitaram sua entrada, pois não se pode prever com certeza os pensamentos de um servo de Nimb). Redblade é o sobrenome de uma grande vilã muito conhecida em todo o Reinado, Ellen Redblade, integrante do “Grupo do Mal”.

Mas Ralph iniciou seu treinamento normalmente, pois não tem ligação direta com Ellen até onde ele saiba (e por Nimb não terá! Talvez, ou sim). Mas será que possui alguma ligação indireta? Afinal só ouviu histórias de seus pais, Setzer e Celes Redblade, será que eles têm alguma relação com Ellen? Algum parentesco? E Vovô Redblade? Suas histórias eram tão vívidas e envolventes que ele devia saber de alguma coisa.

Mas Ralph continuou empenhado em seu objetivo, sem desistir dele, como um verdadeiro servo de Nimb. Completou sua primeira missão pouco tempo depois que partiu como aventureiro, ainda com seu primeiro grupo. Mas ao tentar completar sua segunda missão, colher sangue de troll, a sorte teve seu revés, onde todos morreram e a loucura de Ralph passou também a ficar mais pronunciada.

Entretanto Ralph nunca pensou para quê os sacerdotes de Nimb precisam dos itens que coleta em suas missões, haveria algum objetivo em especial? Ou seria algo completamente inocente e desproposital?

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